Blog do Kokay

CASAMENTO

07/11/2009 · 1 Comentário

Tirinha

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COMPARTILHAR SOLIDÕES – DESAFIO DO AMOR

05/11/2009 · 2 Comentários

Parte do amor se consolida no ato de juntar solidões. Pessoas compartilham sonhos, desejos, vontades, segredos, entre diversas coisas. Porém, se não compartilham as solidões, fundamental em nossa existência, fica sempre a sensação de estar faltando um pedaço.

“O amor é um grande laço/ o passo pr’uma armadilha/ um lobo correndo em círculo pra alimentar a matilha/comparo sua chegada com a fuga de uma ilha/ tanto engorda quanto mata feito desgosto de filha…”

Nascemos únicos e unos, sozinhos. Nossos primeiros sinais vitais são experiências solitárias. Assim como encerramos  nosso círculo vital sozinhos. Embora só nos completamos como humanos na relação com os outros, ao mesmo tempo, nos sentimos sós a maior parte do tempo da vida. Só conseguimos sobreviver quando compartilhamos nossa solidão com os outros.

“O amor é como um raio galopando em desafio/ abre fendas, cobre vales, revolta as águas do rio/ Quem tentar seguir seu rastro se perderá no caminho/ na pureza de um limão ou na solidão do espinho…”

É nesse compartilhar de solidões que conseguimos a cumplicidade sem invadir a individualidade do outro. É com ele que nos fazemos conhecedores dos limites dos outros e semeamos a tolerância, primeira qualidade do amor.

“O amor e a agonia cerraram fogo no espaço/ brigando horas a fio/ o cio vence o cansaço/ e o coração de quem ama fica faltando um pedaço/ que nem a lua minguando/ que nem o eu nos seus braços…”

Apesar de precisarmos de nossa solidão fundamental, precisamos do outro para nos completarmos. Sol e lua compartilhando o mesmo dia, cada um na sua solidão…

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02/11/2009 · Deixe um comentário

” QUANDO EU QUISER CANTAR VOU ATÉ O
MAIS PRÓXIMO POR DO SOL, EM QUE AS NUVENS PERDEM A COR DA PALIDEZ E
ASSUMEM SUA TEXTURA DE FOGO E SUBVERSÃO”

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O QUE AS MULHERES MAIS QUEREM?

02/11/2009 · 1 Comentário

Ainda que eu falasse
A língua dos homens
E falasse a língua dos anjos
Sem amor, eu nada seria…

É só o amor, é só o amor
Que conhece o que é verdade
O amor é bom, não quer o mal
Não sente inveja
Ou se envaidece…

O amor é o fogo
Que arde sem se ver
É ferida que dói
E não se sente
É um contentamento
Descontente
É dor que desatina sem doer…

Ainda que eu falasse
A língua dos homens
E falasse a língua dos anjos
Sem amor, eu nada seria…

É um não querer
Mais que bem querer
É solitário andar
Por entre a gente
É um não contentar-se
De contente
É cuidar que se ganha
Em se perder…

(Monte Castelo. Legião Urbana)

 

A partir da arte podemos tirar várias lições pra nossa vida. Na literatura, por exemplo, podemos tirar alguns ensinamentos para a nossa vida sentimental. Acabei de ler o livro Os Contos de Canterbury, do inglês Geofftey Chaucer. É um livro de contos, escrito no século XIV. Num dos contos, Chaucer conta a história de um rapaz que violou uma jovem e escapou da morte imediata graças à rainha. Ela decidiu que comutaria a pena capital se, no prazo de um ano, ele respondesse à seguinte pergunta: “O que as mulheres mais querem?”. O rapaz, então, saiu pelo mundo propondo a questão a todas as mulheres, sem encontrar duas que lhe dissessem a mesma coisa. Até deparar com uma senhora que parecia ter mais de 100 anos e que lhe deu uma resposta convincente: “O que as mulheres mais desejam é a liberdade. Querem ser livres para fazer o que bem entenderem”. Quando o rapaz reproduziu essa resposta para a rainha, o silêncio tomou conta do salão, Como nenhuma das mulheres presentes — solteiras, casadas ou viúvas — discordou dessa afirmativa, a pena de morte foi definitivamente suspensa.
O conto permanece moderno, pois encerra uma verdade que não é datada sobre o desejo feminino: ele é tão indissociável da liberdade quanto o masculino. Esse é o motivo pelo qual só há entendimento verdadeiro entre os dois sexos quando o fato de um ser livre é decisivo para o outro. Nesse caso, e só nele, existe a afinidade sentimental verdadeira. “Vá em frente, não tenha medo, faça o que você quer” é a fala amorosa que deveria uni-los. E um caminho, assim, poderia ser trilhado sem maiores percalços.
“A liberdade é sempre liberdade para algo e não apenas liberdade de algo. Se interpretarmos a liberdade apenas com o fato de sermos livres de alguma coisa, encontramo-nos no estado de arbítrio, definimo-nos de modo negativo. A liberdade é uma relação e, como tal, deve ser continuamente ampliada. O próprio conceito de  liberdade contém o conceito de regra, de reconhecimento, de intervenção recíproca. Com efeito, ninguém pode ser livre se, em volta dele, há outros que não o são!”
(HELLER, A. Para mudar a vida. São Paulo: Brasiliense, 1982, p.155)
Uma relação que se estabeleça na dependência do outro, onde o meu amor está depositado na existência do outro condicionando a minha própria existência, terá grande chance de não vingar. Homens e mulheres, ao contrário do que se pensava há tempos atrás, necessitam do seu espaço de liberdade. Observo e acompanho casais com alto grau de dependência. Pior: um depende e o outro se faz livre. A relação se afigura patológica. Criam-se esquemas através dos quais, num jogo de perdas e ganhos, se permanece durante anos e, por vezes, até a vida toda.
No mundo narcísico, em que o ter é condição para o ser, admitir a liberdade do outro é destruir a minha. Pensemos sobre isso. Quem sabe sejamos felizes, realmente.

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CORRENTE DE GENTILEZA

31/10/2009 · 2 Comentários

Andei pensando sobre algumas coisas relativas ao relacionamento humano. Sob qual referência podemos dizer o que, de fato, hoje é ser humano?
Vivemos num mundo pós-moderno no mundo da ciencia, porém, medieval na sociedade como um todo. Enquanto a pós-modernidade aponta para a necessidade da tolerância às diversidades, do pensamento coletivo; vivemos cada vez mais a intolerâcia e o individualismo. Cada vez mais barbarizamos o nosso “lidar” com o outro.
Não nos cumprimentamos mais. É comum ver pessoas simulando estar pegando alguma coisa no carro só pra não ter que subir junto no elevador. Ou que mudam seus planos de ir e vir para não ter que cruzar com o outro e cumprimentar.

As pessoas já não sorriem de graça. Uma amiga professora, que na ocasião era apenas uma “vizinha” de sala na UFAM, um dia, ao cumprimentá-la com um sorriso e um bom dia, me abordou e perguntou por que eu vivia sempre sorrindo. A pergunta me pegou de surpresa. Perguntei a ela: ” vivo mesmo?” E ela respondeu que sim. Que eu era o “professor sorriso”. Gostei daquilo e passei a prestar mais atenção. Como um sorriso e um “bom dia” fazem diferença.
Sejamos, pois, agradáveis com as pessoas. Vamos criar uma corrente de gentileza por onde passamos. Tenho certeza que, como aquele passarinho apagando o incêndio na floresta levando água no bico, estaremos contribuindo para um mundo mais humano.

→ 2 ComentáriosCategorias: cotidiano · reflexão · vida

QUERIA PALAVRAS

30/10/2009 · 1 Comentário

Para Priscila

Queria palavras que ao serem ditas te aliviassem a dor. Palavras com sabor de doce de cupuaçú misturado com chocolate. Que ao serem ditas, iluminasse a escuridão, colorindo com as cores dos girassóis o jardim negro das ervas daninhas.

Queria poder acreditar que o poder do carinho aliviasse a dor ardida da perda. Que os ventos pudessem trazer os ares da esperança de um mundo melhor, de relações mais sólidas, de vínculos mais saudáveis.

Ah! Se eu pudesse com as palavras acarinhar teu coração e confortar tua alma. Ou que o meu sorriso espalhasse sorrisos aos corações do mundo. Quisera eu que minha alegria transbordasse além de mim e te enfeitasse com bandeirinhas a rua da tua solidão.

Mas, a vida é feita disso. Perdas e ganhos. Claro e escuro. Saúde e doença. Sonho e realidade. Então, na minha incapacidade de dizer palavras, apenas me ofereço solidário, rezando a Deus pelo conforto de todos vocês.

→ 1 ComentárioCategorias: luto · morte

TEU AMOR É BOM QUE SÓ

27/10/2009 · 6 Comentários

(Paulinho Kokay)

Que bom te ver chegar
Alimentando o meu querer
Fazendo o sol brilhar
Em tarde que é pra chover

Que bom que a lua brilhou
Quando tinha que acontecer
De eu encontrar o teu amor
Antes mesmo do amanhecer

Que bom que teu sonho atendeu
Quando meu coração ligou
E a minha vida percebeu
Quem sou eu sem seu amor?

Que bom que o destino escreveu
Nossa historia em poesia
Pela noite que não se perdeu
Pelo sonho durante o dia

Meu grande amor
Te ter em mim é muito bom
A tua voz me dá o tom
Do que a vida tem de melhor

Meu grande amor
Faça de mim o que quiser
Estou disposto ao que vier
O teu amor é bom que só

© 2009 – Paulo Ricardo Freire

→ 6 ComentáriosCategorias: kokay · letra

POEMA

26/10/2009 · Deixe um comentário

UM DIA DE SOL ME FAZ BEM
QUANDO NÃO HÁ DORES QUENTES
QUANDO DINHEIRO NÃO FALTA
QUANDO SE BEBE O PRAZER

UM DIA DE CHUVA ME FAZ BEM
QUANDO PRETENDO O CAOS
QUANDO O SONO NÃO VEM
OU QUANDO ESTOU EM MANAUS

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ZONA MORTA

25/10/2009 · Deixe um comentário

Aproveitando a oportunidade do aniversário de Manaus, publico aqui a letra de uma música que compus em 1988, quando a cidade era governada por Gilberto Mestrinho e Amazonino Mendes era um aprendiz ainda. Era uma crítica e ao mesmo tempo uma declaração de amor. Crítica porque a cidade era suja, o lixo (físico e espiritual) estava espalhado na cidade, as ruas eram feias, a cidade era mal-tratada.

A música surgiu da imagem de Manaus como uma índia de uma aldeia que é invadida por naves estrangeiras que chegam e fazem um estrago. Roubam as riquezas, promovem a aculturação (empurrando suas artes em detrimento a nossa: ópera, fests e fests, halloween, etc etc etc.), estupram a índia e a engravidam (seus filhotes ainda estão por aqui, como dono de rádios, políticos, empresários, etc etc etc), dizimando, por fim, a aldeia como um todo.

Por muitas vezes deixei de cantá-la por achar extemporânea e não refletir fielmente as mudanças que ocorreram na cidade. Minha morena mudou e com certeza pra melhor se considerarmos o aumento da população e o seu crescimento desenfreado. Pelo menos existem duas Manaus: a do centro histórico reformado por projetos megalomaníacos que tornaram a cidade mais agradável para os turistas e uma outra, da periferia, empurrada pra longe pelos viadutos.

Mas, apesar de tudo isso, amo essa cidade. É minha. Ai de quem queira falar mau da minha morena perto de mim. Eu ataco mesmo. Parabéns cidade sorriso da boca não mais banguela. Mas, precisa ajustar a dentadura.

Com vocês,

ZONA MORTA Baixe MP3

Letra e música: Paulinho Kokay

TERRA, POBRE TERRA
ÍNDIA VIRGEM, ESTUPRADA
COMO CRIANÇA ROUBADA

GENTE, POBRE GENTE
COMO BICHO MALTRATADA
COMO TERRA VIOLADA

MANAUS, ZONAMENTE MORTA
GOVERNADA POR BICHOS, PEIXES
BOTOS TUCUXIS

MANAUS, ZONAMENTE SUJA
INFESTADA DE LIXO,
TRISTE ODOR PELO NARIZ

TERRA, MINHA TERRA
TANTAS VEZES LEILOADA
FACILMENTE BARGANHADA

GENTE, MINHA GENTE
PELA VIDA AMARGURADA
DE TANTO LEVAR PORRADA

MANAUS, ELETRONICAMENTE RICA
COMO AS NAVES ESTRANGEIRAS
QUE APORTARAM AQUI

MANAUS, DE REIS INFALIVEIS
QUE ENROLAM, ASSOLAM
E TORNAM MEU POVO INFELIZ

“OUVIR NO IPIRANGA OU TARUMÃ
UM SAMBA OU ROCK
SEM BATALHÃO DE CHOQUE”

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HOMENAGEM NO MUTIRÃO

24/10/2009 · 1 Comentário

Hoje passei a tarde no bairro do Mutirão, onde os alunos da Escola Municipal Ulysses Guimarães prestaram uma homenagem a mim. Ao chegar na escola, fui surpreendido por dois painéis com fotos minhas, da minha mãe e do meu pai, além de alguns textos e poemas meus.

Os alunos fizeram uma apresentação de Dance Street, demonstrando talento e competência. Em seguida, apresentaram minha biografia. Foi emocionante ouvir a minha história relatada por uma dupla de simpáticos adolescentes. Ao final, cantei de forma improvisada mas muito gostosa. Posei para fotos com um monte de gente. Me senti artista de verdade.

Experiências como essa em que a escola privilegia o artista amazonense, além de estimular o trabalho artístico dos alunos realiza um sonho antigo meu, de uma escola dinâmica e alegra. A arte é alegre. Fica cada vez mais comprovado que os alunos se envolvem com conhecimentos e atividades com os quais sentem prazer.

Parabéns à iniciativa da escola. As fotos eu postarei assim que recebê-las.

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