Blog do Kokay

PALAVRAS SÃO PALAVRAS

02/12/2009 · 2 Comentários

O homem ideal deveria ser tão bonito quanto sua mãe pensa que ele é; tão rico quanto seu filho pensa que ele é; ter tantas amantes quanto sua mulher pensa que ele tem e ser tão bom de cama quanto ele próprio pensa que é (Anedotário Popular)

Sou frustrado porque não passei de um “mestradozinho” em educação feito numa universidade particular do interior de São Paulo. Quem eu penso que eu sou? Só tenho 15 anos de Universidade, como posso dar pitaco em briga de peixe grande? Quem eu penso que sou pra por em questão a sexualidade ou a freqüência sexual das pessoas? Sou magoado porque os mais graduados me “impediram” de ser candidato… blá, blá blá….

Quem está lendo meu blog pela primeira vez pode não estar entendendo nada do que eu disse acima. Já os que leram podem fazer várias interpretações. Uns podem achar que eu estou me desculpando por alguma coisa que escrevi. Outros podem achar que eu estou ironizando a repercussão dos posts anteriores. Outros ainda acharão que eu gosto mesmo é de confusão, afinal, nunca meu blog foi tão visitado. Estou pensando até em voltar a falar mau do Amazonino.

O fato é que, pra quem tem um pouco de formação superior, espera-se que tenha conhecimento de que quem dá o sentido às palavras não é quem escreve e sim quem lê. Por isso essa infinidade de interpretações. A palavra TERRA, escrita por qualquer pessoa, pode significar “luta” para alguém do MST, “desespero” para quem padeceu de sede no deserto, “grandiosidade” para um astronauta, “saudade” para quem está longe de casa, “prazer” para alguns homens. Enfim, quem escreve não possui o controle da interpretação de cada um, da sua história.

Me admira a reação das pessoas. Nunca pensei que meu blog teria tanta repercussão. Tiraram até cópias e cópias para ampliar sua leitura. Mas, estou gostando. De verdade. Isso é democracia. A Internet veio pra isso. Pra acabar com a falta de comunicação, pelo uso do poder para calar outras pessoas, veio minimizar o poder de manipulação de algumas pessoas. Falei, fui lido e incomodei, inclusive quem eu não queria incomodar, quem eu gosto e tenho respeito.

Ana Freud, em seu livro “O Ego e os mecanismos de defesa”, nos fala sobre o mecanismo de projeção no qual a pessoa projeta seus impulsos proibidos para o exterior criando uma intolerância das outras pessoas, que antecede à sua severidade para consigo mesmo. Sua indignação cresce automaticamente quando a percepção de sua própria culpa está iminente. Embora percebendo a própria culpa, continua sendo agressiva em suas atitudes para com as outras pessoas.

Em outras palavras, quando nos identificamos com algo que tivemos contato que desperta angústias, tensões, culpas e questões com as quais não damos conta, os mecanismos de defesa atuam de forma inconsciente (porque se fosse consciente não seria mecanismo de defesa). Daí a reação decorrente das interpretações que a nossa história nos permite.

Mais do que uma reação ao suposto “ataque”, é um sinal dos processos de cada pessoa. A psicologia é linda por isso. Nos torna mais tolerantes com as pessoas. Entendê-las em suas angústias, frustrações, permite que as entendamos na sua arrogância ou pedantismo. A desorganização “exterior” pode explicar a desorganização interior. A subjetividade é ao mesmo tempo o maior capital e o maior desafio do processo terapêutico.

Eu sou extremamente feliz. Isso não quer dizer que esteja dizendo que os outros não sejam. Eu tenho muito filhos. Isso não quer dizer que os que não tem foram incompetentes. Eu canto mas não sei trocar torneira. Tem gente que troca torneira e ainda canta. Ponto. Não sou melhor nem pior do que ninguém. Sou eu. Quem eu penso que sou? Interpretem.

PS.: OBRIGADO PELO APOIO DE TANTAS PESSOAS, MUITOS ANÔNIMOS. ALGUÉM ME AGRADECEU POR EU DIZER O QUE MUITOS NÃO TEM CORAGEM. RESPONDI QUE SÓ DISSE PORQUE ACHO.

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VERDADE

01/12/2009 · Deixe um comentário

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SHOW BOTEQUIM

01/12/2009 · 1 Comentário

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COMO É LINDA A PESSOA

30/11/2009 · 2 Comentários

Como é linda a pessoa que cantarola as palavras enquanto fala
Que  desfila pelos meus olhos com uma beleza única.
Como me encanta sua postura séria, correta, sempre serena
Que espanta os pobres de espírito pela sua grandeza de alma.

Companheira e solidária, sempre disponível
A dar um ombro e um abraço confortante
Quisera eu ter poder de encantá-la
E cantar as canções mais verdadeiras.

Quisera eu ser o homem que não chora
Que não sente tristeza nem solidão
Que a fizesse perder o sono
Com apenas uma canção.

Amor é isso, querer bem o bem querer
É sorrir na mais forte tempestade
É estender a mão quando caímos
É ser como ela, sempre  pronta pra guerra.

Guerra não… pra saga…

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PSICOPATIA

28/11/2009 · Deixe um comentário

Acorrei, espíritos que velais sobre os pensamentos mortais! Tirai-me o sexo e, dos pés à cabeça, enchei-me até transbordar da mais implacável crueldade! Fazei que meu sangue fique mais espesso; fechai em mim todo acesso, todo caminho à piedade, para que nenhum escrúpulo compatível com a natureza possa turvar meu propósito feroz, nem possa interpor-se entre ele e a execução! Vinde a meus seios e convertei meu leite em fel, vós gênios do crime, do lugar de onde presidis, sob substâncias invisíveis, a hora de fazer o mal! Vem noite tenebrosa, envolve-te com a sombria fumaça do inferno para que meu punhal agudo não veja a ferida que ele vai fazer e para que o céu, espiando-me através da cobertura das trevas não possa gritar-me: ´´ pára! pára! “.
Lady Macbeth, nos momentos que antecedem ao assassinato do rei Duncan, que dorme em seu castelo como hóspede. A tragédia de Macbeth. William Shakespeare.

Compreender melhor o funcionamento dos psicopatas é uma tarefa de importância vital para a humanidade. O número de portadores deste transtorno cresce vertiginosamente e eles se infiltram em todos os âmbitos do tecido social, do direito à medicina, da polícia ao mundo dos negócios e principalmente na política.

O resultado é a condição de total insegurança que vivemos nas ruas, no transito e dentro de nossas casas. A ação de psicopatas dentro do local de trabalho causam prejuízos incalculáveis.

É do contingente dos portadores deste transtorno que saem os autores dos piores crimes contra a humanidade embora um grande número deles não cheguem a cometer crimes violentos. Os psicopatas são seres atormentados e que fazem sofrer outros seres humanos muito mais do que eles próprios sofrem. São seres muito destrutivos em suas relações com o ambiente, com eles próprios e principalmente com as pessoas com quem se relacionam. A sua conduta predatória os transforma no maior inimigo do ser humano.

Grande parte da comunidade científica adota os critérios do Manual Estatístico e Diagnóstico da Associação Psiquiátrica Americana para diagnosticar uma pessoa psicopata. Segundo esses critérios uma pessoa psicopata possui um padrão de desrespeito e violação dos direitos dos outros, ocorrendo desde a idade de 15 anos. Possui falhas em adaptar-se às normas sociais que regem os comportamentos legais, indicadas pela repetição de atos que são motivos para prisão. Possui alta propensão para enganar, indicada por mentiras repetitivas, uso de codinomes e manipulação dos outros para benefício ou prazer pessoal. Uma excessiva impulsividade ou falha em planejar o futuro.  Comportamento de irritabilidade e agressividade, indicado por brigas e agressões repetitivas, as vezes contra ninguém especificamente. Um desrespeito negligente pela própria segurança ou dos outros. Irresponsabilidade, indicada por falhas repetitivas em sustentar um trabalho consistente ou honrar obrigações ( financeiras ou morais ). Falta de remorso, indicado pela indiferença ou racionalização ao ter maltratado alguém ou roubado alguma coisa.

Apesar de critérios tão claros, não é fácil fazer o diagnóstico de TPA durante a consulta médica, uma vez que o portador de TPA é um mentiroso contumaz. Não existe profissional de saúde mental que não tenha sido enganado por um psicopata. Em geral têm uma boa apresentação, falam bem e são muito convincentes.  O profissional que dispõe de informações provenientes de familiares, de amigos, de registros hospitalares ou fornecidos por autoridades pode confrontar o paciente com suas mentiras, às vezes abrindo as portas para o início de uma relação terapêutica com um mínimo de sinceridade e às vezes deixando o paciente furioso e nada propenso a voltar ao médico.

Não existe outro grupo de transtornos mentais que seja tão interessante e tão frustrante para os clínicos. O enigma de pessoas tão hábeis para algumas coisas e tão incapazes para outras levanta questões de uma complexidade fantástica, mas a falta de continuidade nos contatos  limita muito as possibilidades de compreensão e estudo desta condição.

Não existe um estudo definitivo para definir as causas do TPA. Mas, alguns estudos preliminares apontam: a) Fatores genéticos ( os parentes em 1º grau do portador tem 5 vezes mais possibilidades de desenvolver o transtorno que pessoas da população em geral). a) Fatores próprios da mente de cada indivíduo; cada pessoa tem uma conformação própria que é resultado da interação de fatores inatos com as experiências e relações de cuidados ( físicos e afetivos ) no início da vida. c) Há internalizações dos vínculos primários, o que ocorre de forma diferente em cada indivíduo, determinando que cada pessoa tenha uma arquitetura interior diferente. d) Fatores de ordem neurológica, que mostram alterações já bem estudadas do sistema nervoso. e) Fatores de ordem social também participam. Vivemos uma época que aspira liberdade e distância de imposições autoritárias e isto influencia o desenvolvimento dos psicopatas. Os psicopatas interpretam a falta de normas que temos no mundo atual como licença para violentar os direitos dos outros e não como espaço para a cidadania.

A vida familiar também exerce uma grande influência na formação de uma mente perturbada. Grande parte dos portadores de TPA vem de famílias muito perturbadas em que os pais, com frequência também são portadores de TPA. Muitos dos portadores foram vítimas de violência física e abusos sexuais dentro de suas próprias casas.

Por outro lado, o surgimento de um filho com as perturbações de comportamento que mais tarde se cristalizarão com TPA, tem um efeito devastador sobre a família e pais que, em outras circunstâncias poderiam ser até razoáveis, perdem o controle do processo educativo e chegam a ficar descontrolados na tentativa de realizar a educação de um filho impossível de ser educado.

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POPULISMO ACADÊMICO

27/11/2009 · 11 Comentários

Hoje aconteceu o debate entre os candidatos à Direção da Faculdade de Educação da UFAM. A minha percepção “tendenciosa” viu a professora Arminda dar um banho em seu opositor. O mesmo demonstrando um discurso bonito e bem elaborado, nem sempre demonstrando ter sido ele quem escreveu, pois não conseguia ler direito, bastante afetado, não conseguiu ir além de fazer críticas ao seu desafeto pessoal, professora Ana Castro, candidata a vice, sob o argumento da mesma não ter experiência para assumir tal cargo.

Isso é típico dos maquiavélicos. Desqualificar o adversário para escamotear a sua total falta de propostas. Aliás, propostas ele tem. Uma delas: a de reduzir para quatro anos o curso de Pedagogia. Poxa, que pena professor que o senhor faltou a reunião importantíssima com os alunos do 6º período, na qual o senhor era relator. Já pensou que sua proposta já poderia estar em vigor agora? Poderia nos ter dito como reduzir pra quatro anos? Tirando a formação de Gestão? Gostaria muito de saber.

Apenas para contextualizar, quando assumi a coordenação do curso de Pedagogia, recebi a herança de operacionalizar o estágio do 7º período, que deveria ser realizado com mais quatro disciplinas. Chamei uma reunião do Colegiado, na qual deveriam participar os representantes dos departamentos. Só apareceu a professora Leda Brasil, do DTF.

Levei ao CONDEP a discussão e quem aparece? O senhor candidato opositor da professora Arminda. Falou bonito, usou os termos de sempre: “complexidade”, “processos”, “discutir”, etc etc bla bla bla. Disse que queria ler a proposta para emitir um parecer. Suspendemos a reunião e remarcamos outra do Colegiado, na qual seria dado o parecer do dito professor. Auditório lotado, alunos ansiosos, professores membros presentes. Uma professora presente apenas disse que o dito cujo mandou avisar que não iria. Brincadeira. Faltou com o respeito com os colegas professores e com os alunos presentes.

Esse cidadão criticou o currículo que, diga-se de passagem, ajudou a construir, e diz que vai reduzir pra quatro anos. Muito bem, professor. Apresente uma proposta que discutimos agora se quiser. Junto com os alunos, com professores. Apresente sua proposta, independentemente se irá ganhar ou não a eleição. Contribua. Mais uma vez, desqualifica a adversária por falta de propostas concretas.

Eu não sou doutor, não sou pesquisador. Mas não me considero um improdutivo. Tenho 15 anos de UFAM e tenho produzido muito, inclusive filhos. Sou bem resolvido comigo mesmo, não tenho traumas nem desajustes mentais para ficar delirando no mundo do academicismo. O “excesso” na produção pode representar a ausência de alguma coisa em algum lugar.

O reinado de Peter Pan não vingará. Os meninos que não cresceram ficarão na terra do Nunca. O bobo da corte continuará servindo cafezinho e água para o Rei. Enquanto a rainha má continuará preparando suas porções mágicas até que o espelho a engula na sua feiúra.

ARMINDA DIRETORA E ANA CASTRO VICE.

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DIGA QUE ME AMA

24/11/2009 · 1 Comentário

Ontem vi a Vania Abreu cantando essa música. Que pessoa, linda, carismática e profundamente talentosa. Eis a letra da composição de Peri.

 

Diga que me ama
Seja minha guia
Nossa travessia
Nunca chega ao fim
Guarde seu veneno
Baixe suas armas
Dê o seu sorriso só pra mim
Vem fazer a festa
No pátio lá de casa
Diga que eu não presto
Mas diga mesmo assim
Me jogue na parede
Me leve na garupa
Que eu não tenho culpa de ser assim
Diga que me ama
Seja minha guia
Nossa travessia
Nunca chega ao fim
Guarde seu veneno
Baixe suas armas
Dê o seu sorriso só pra mim
Abra suas asas
Deixe que eu te atenda
A sua vontade
É uma ordem para mim
Vou fazer a cama
Vou te dar amores
Sem pisar nas flores do seu jardim

 

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FLORES

21/11/2009 · Deixe um comentário

Pessoas são como flores, estão por toda parte. Algumas florescem mais que as outras, outras possuem um cheiro inconfundível. Todo mundo possui suas flores preferidas, com as quais a vida se torna mais bela e mais prazerosa. Porém, algumas flores são especiais. São aquelas que, apesar de estarem no jardim de outra pessoa, nos atraem para si em sua beleza e perfume. São flores que jamais chegamos juntos, mas que temos a sensação de um encontro já vivido. São flores para serem contempladas, cheiradas, abraçadas e cantadas em verso e prosa.

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SUCESSÃO NA FACED – A REPÚBLICA DOS DOUTORES (PARTE FINAL?)

18/11/2009 · 1 Comentário

(CONTINUAÇÃO…)

Fui dormir ontem já com candidatos à direção da FACED. As professoras Doutoras Arminda Mourão e Ana Castro, Diretora e Vice, respectivamente. E são minhas mesmo, porque vou trabalhar incansavelmente para elegê-las pelas razões que explico agora.

A Professora Doutora Arminda Mourão conheço desde quando não havia entrado na Universade, nem como aluno. Conhecia das histórias sempre fundamentadas em coerência e compromisso político. Embora naquele momento fosse leitor assíduo de Bakunin, não tinha afinidade com o Partido Comunista. Mas, já admirava a professora Doutora Arminda.

Depois, já como aluno, estive mais perto de sua trajetória ativa e participativa nas questões políticas as quais ela estava envolvida. A imagem de mulher forte, “briguenta”, que denunciou o próprio pai, só estimulava a minha admiração. Votei nela para a Direção na última eleição. Pelos critérios que descrevo.

Mas, o que é culminante para que meu voto e minha campanha seja na direção de sua reeleição está nestes seis meses em que estou como coordenador do Curso de Pedagogia. Estive com a professora Doutora Arminda em algumas reuniões com a Magnífica Reitora. É impressionante o respeito que essa mulher tem das pessoas nesta Universidade. As pessoas ouvem-na e não é por que é Doutora e sim porque é Arminda.

Hoje, ninguém, nenhum doutor, representa melhor a FACED junto às instituições do que a professora Doutora Arminda Mourão. Eu votei no Professor Dr. Nélson Fraiji no primeiro turno por causa da Arminda. Quando soube quem estava coordenando a campanha, com quem eles estavam compondo, mudei meu voto no segundo turno e não tenho vergonha de dizer. Concordo que em política é preciso pensar em projeto coletivo. Mas, esse projeto não deve se sobrepor à coerência e aos princípios éticos.

Por isso estava aguardando o resultado da composição da chapa. Porque, dependendo de quem seria candidato a vice, meu voto mudaria. Mas, pra nossa alegria, foi definido que a candidata a vice será a professora Doutora Ana Castro. E minha alegria não se justifica à toa. Conheci Ana Castro ainda como aluna. Eu já era professor. Embora não tivéssemos uma relação próxima e nem eu ter sido seu professor, sempre alimentei uma simpatia por ela.

Uma pessoa com uma trajetória de formação, de pesquisa, de ação. Na volta do seu Doutorado, assumiu turmas de estágio. Quatro, pra ser mais preciso, enquanto, de praxe, cada professor fica com no máximo três. Não só deu conta, como se configurou uma professora séria, exigente e competente. Almoçamos algumas vezes em grupo e Ana sempre com um bom humor e uma sagacidade peculiar.

Algumas pessoas argumentaram ser ela uma pessoa inexperiente para assumir a vice-direção. E daí? Preconceito. Não foi esse o argumento quando decidiu-se manter a exigência de Doutor para ser candidato? Que um Doutor representaria melhor? Como ela está qualificada, agora argumentaram a inexperiência. Preconceito. Ana Castro representa literalmente o novo. E a composição da chapa com a professora Dra. Arminda é a possibilidade de manter os acertos, superar os erros e buscar uma nova cara pra FACED. Não vou me manifestar sobre a chapa opositora. Ela própria já fala por si. Não precisamos jogar sujo.

Nesse momento, a todos os meus alunos do Curso de Pedagogia que lêem meu blog, peço: votem na Arminda e na Ana Castro. Eu garanto que essa é a opção do curso. Se confiam no seu coordenador, votem nas minhas candidatas. Mesmo com as críticas possíveis ainda assim acredito na possibilidade de uma FACED muito melhor. É só conferir as opções.

DIA 10/12, VOTE ARMINDA E ANA CASTRO.

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A SUCESSÃO NA FACED – REPÚBLICA DOS DOUTORES (PARTE II)

16/11/2009 · Deixe um comentário

(CONTINUAÇÃO…)

No tempo em que passei em Campinas comecei a fazer uma disciplina do Doutorado em Lingüística na Unicamp. Entretanto, percebi a dificuldade que é ser pedagogo no meio de lingüistas.  Os conflitos eram constantes. Optei por deixar a disciplina. Preferi me associar à Sociedade de Psicanálise de Campinas, estudando, debatendo, entrando no universo do estudo da mente humana.

Retornei a Manaus em 2003, reassumindo minhas atividades na UFAM. Surgiu a oportunidade de tentar o Doutorado Inter de Psicologia, em parceria com a USP/Ribeirão Preto. Participei de algumas reuniões e percebi que me faltava conhecimento básico em Psicologia para fazer um bom trabalho. Resolvi fazer outra graduação. Minha opção foi de vida. Sempre sonhei fazer Psicologia. Não fiz por não ter em Manaus, na época em que prestei vestibular. Procurei dentre as universidades as abordagens oferecidas no curso e decidi pela Ulbra, por se tratar da que mais me empolgou.

Enfim, por uma opção de vida, priorizei minha suposta felicidade. Comecei a pagar o preço dessas opções há quatro anos atrás. Numa reunião do CONDEP (Conselho Departamental da FACED) que decidiria sobre as regras da eleição para Diretor naquela ocasião, manifestei meu interesse em candidatar-me a vice. Porém, fui impedido pela lei que exige que o candidato seja Doutor. Foram discutidas as possibilidades de se quebrar as regras, mas os doutores presentes decidiram que não. “Não é corporativismo. Apenas o desejo de cumprir as regras”. Outro: “É importante para a instituição que o seu representante seja doutor, não que o doutor seja mais capaz, mas pelo fato de dar respaldo…”. Votou-se e se decidiu por unanimidade que se manteria a exigência. A professora Doutora Arminda Mourão foi eleita juntamente com a Professora Doutora Antonia Lima como vice.

Quatro anos se passaram, nova eleição e eu como coordenador de curso eleito por 98% dos votos dos alunos, fui consultado pela Professora Doutora Arminda para compor a chapa como vice. Disse a ela que gostaria, mas que a lei me impedia por não ser doutor. Ela disse que compraria essa briga. Então, me pus a disposição.

Nova reunião do CONDEP, praticamente as mesmas pessoas e a mesma discussão. Quebrar ou não as regras. Argumentei a favor e logo me arrependi por perceber que estava sozinho. Parecia que eu estava legislando em causa própria. Os argumentos contra? “Não é corporativismo. Apenas o desejo de cumprir as regras”. Outro: “É importante para a instituição que o seu representante seja doutor, não que o doutor seja mais capaz, mas pelo fato de dar respaldo…”

Na votação, 5 votos a 3 pela manutenção das regras. Os cinco votos foram de doutores dos quais pelo menos quatro são possíveis candidatos. Mas, já são 3 votos. Alguma coisa está mudando. Não me senti derrotado. Mas, percebo que a Universidade (não só a ufam) é uma República dos Doutores, amparados na armadura de pesquisadores. Tiro o chapéu para alguns doutores da UFAM que realmente estão na guerra da pesquisa, buscando produzir conhecimento. Poderia até nomear, mas não vem ao caso. Mas, alguns muitos não passam de fraudes. Fraudes como professores, que não conseguem estabelecer vínculo de afetividade com os alunos tão disseminado por Paulo Freire. Fraudes como pessoas que não conseguem nem resolver seus problemas pessoais, se recusando a procurar uma ajuda psicológica, porque não admitem serem atendidos por “doutores” sem doutorado.

Como toda República, existe o joio e o trigo. O meu questionamento é que, na eleição, estará lá o joio e o trigo, embora que misturados. Os mesmos que votaram pela exigência do título de Doutor. “Como uma pessoa que não é Doutor vai representar junto às instituições o Programa de Pós-graduação Stricto Sensu?” Eu pergunto: “Como irá representar o Programa de Pós-graduação Stricto Sensu da FACED um Doutor que não consegue cumprir horários, que não tem postura e nem controle emocional para se mostrar ‘educado’?”

Pois, se depender do voto dos alunos, eu me comprometo tentar eleger o novo diretor da FACED. Não sei se tenho esse poder, pois sou apenas um mestre. Mas, vou tentar. Quem sabe dos meus 98% dos votos que tive eu consiga metade. Será muito bom. Sou mestre. Sou professor. Sou uma pessoa. E tenho recebido retorno agradável e amável dos meus alunos. Isso me basta.

Não quero mais ser candidato a nada, porque isso é briga de cachorro grande. Vou ficar na arquibancada vendo o bloco passar.

Na terça, dia 17, haverá uma reunião de onde sairão candidatos. Estou esperando o resultado que dela surgirá para definir o meu voto e a minha dedicação ou não na eleição de um candidato.

Ainda escreverei a Parte Final. Amanhã, provavelmente.

(CONTINUA)

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