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Milhas de mim


Há um momento em que pede calmaria. A mente começa a boicotar com silêncios aquilo que se mostra exposto. Há um vazio cheio de memórias, lembranças, marcas e expectativas criadas a partir do que se é possível sonhar. Resta a poesia. Restam as palavras mudas, os olhares cegos, as vozes surdas. Às vezes preciso estar milhas e milhas distante de mim mesmo. Por instantes preciso sair da ilha que é o meu coração para ver o pôr-do-sol fora de sua beleza laranja. E permaneço atento, sentindo a brisa da alma acariciar o meu rosto, tocar a minha pele gasta pelo tempo. Esse egoísmo que sucintamente perambula com o amor e alimenta a paixão incomoda o caminhar e exige um vôo mais leve. Sim. Preciso sentir-me leve como antes, quando o mundo passava pelas cordas do meu violão bolinadas pelos meus dedos. Essa juventude que insiste em não me abandonar exige de mim uma leveza brilhante. Perdoo-te, pois, tempo que não para, por levar-me o meus melhores anos tristes e solitários. Peço-te que me acompanhes e me deixe desfrutar do que me resta pela frente. 

   

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