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Tempo, tempo, tempo


Eu era um jovem sonhador. Passava as horas dos dias tocando violão e cantando as canções que tocavam no rádio. Naquele tempo, Alceu Valença, Geraldo Azevedo, Zé Ramalho, Milton Nascimento, Caetano Veloso e por aí vai. Geração de sorte essa nossa. O ano era 1981. 

  

Eu, então com dezesseis anos de idade, via o mundo pelo viés da adolescência. Acreditava que éramos super heróis que iríamos recolucionar a cabeça da juventude fazendo música. Éramos vistos e concebidos como maconheiros, problemáticos, simplesmente porque não gostávamos de assistir aulas. Preferíamos fazer uma roda e ficar cantando. Muitos amigos, colegas de escola. Era lindo e eu me sentia artista de verdade.

Um dia, eu e meu parceiro Cléber Cruz resolvemos juntar aquela gente que ficava ao redor. Assim, não sei como, conseguimos o auditório da escola e fizemos um show. Eu, ele e um baterista que não recordo o nome. Foi nosso primeiro show. Lembro de algumas coisas. A mãe do Cléber, fã número um, lá na frente, empolgada. Lembro de algumas pessoas na platéia. Não importava. O show era pra gente. Foi muito bom.

O tempo passou, tornei-me Paulinho Kokay, meus cabelos cresceram, depois encurtaram, embranqueceram. Hoje, com 50 anos, memórias doces começam a fluir dentro de mim. Meio saudosismo, meio desejo de registra minha história. Eu era um jovem sonhador. E ainda sou.

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Pra não dizer que não falei de flores


Há flores no jardim.

Quando eu estudava no colégio, eu tinha uma colega que era representante de sala. Era antipática, metida a nerd e muito chata. Um dia, haviam pintado as paredes do corredor e a tinta estava fresca. Num rompante de leseira adolescente, revolta sem motivo, eu escrevi numa folha de papel “MOTEL” e colei ao lado da porta da nossa sala. Havia terminado a aula, não existia câmera de segurança, mas mesmo assim me descobriram e fui punido. Na verdade, fui dedurado pela talzinha, que me viu cometendo o “ato terrorista e pornográfico”, conforme o registro da ocorrência. Peguei um ódio naquela menina.

Eis que a mesma, hoje professora da mesma universidade que eu, posando de revolucionária, continua do mesmo jeito. Fala mal de todo mundo (pelas costas e cheia de códigos, pois não encara um debate “face to face” nem com nojo. Além disso, quem vê pensa ser a professora top das galáxias, a gostosa do beiradão. Poupe-me da vergonha alheia.

Adoro rosas vermelhas. No entanto, curto girassol e orquídea. Mas, sou apaixonado mesmo pelo colorido dos flamboyants.

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